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my bullet & me

A minha vida e o meu caderno onde me organizo.

26
Set17

expectativas... a queda!

Ana Gomes

Demorou menos do que estava à espera.

Falei AQUI sobre as minha expectativas em relação a uma situação que muito me dizia ao coração, passo a explicar! 

 

A rua da minha mãe como já vos disse é tudo primos, tios, conhecidos e afins. 

Em 1994 a minha madrinha (irmã mais velha da minha mãe) faleceu cancerosa. 

Os meus primos já adultos começavam naquele ano a contruir as próprias vidas longe do "ninho"! 

Alguns anos depois o meu padrinho refez a sua vida, deixando a casa onde estava (na rua da minha mãe) fechada, só sendo usada pela minha prima quando vinha ao Porto para as suas curtas e pequenas estadias, ou então passarem o Natal em família! 

O meu padrinho fez as partilhas de tudo entre os 3 filhos e eles decidiram que venderiam a casa onde nasceram e cresceram, por mais que lhes custa-se porque era a CASA deles, a CASA que o nosso avô construiu para a mãe deles, era simplesmente a CASA! 

Foi feita uma tentativa por parte da minha prima na compra da casa mas não chegando as partes a acordo a casa foi colocada à venda por uma imobiliária! 

Em conversa com essa tal prima (madrinha do meu filho) ela diz-me "acho que é o teu pai que a vai comprar!" comecei a ficar com o coração acelerado, entusiasmada, mas depois caí em mim! 

E se realmente não for verdade que o meu pai a compre? Se ele não conseguir entrar em acordo com eles? Vou criar expectativas sem necessidade nenhuma! 

Andei estas duas últimas semanas calada como um rato sem comentar com ninguém nem mesmo com o marido sobre o assunto para não criar as tais expactativas.  

A casa teve o anuncio por uma semana e ao fim de uma semana os letreiros sumiram! 

Comecei de novo a pensar no assunto, pensar o que queria manter lá dentro de mobília, onde e como colocaria as minhas mobílias. 

 

Hoje tive coragem e fiz de desentendida e comentei com a minha mãe sobre o facto de já terem vendido a casa e foi aí que tive a maior queda da minha vida! 

Ver a minha mãe com lágrimas nos olhos a dizer: "foi vendida as uns senhores de Baguim do Monte!" 

Praticamente morri!

Morri porque o meu entusiasmo e expectativas tinham sido defraudados.

Morri porque estou a ver uma casa construida pelo meu avô fugir da família quase como o fumo a desaparecer no ar! 

Morri porque tenho imensas recordações ali e ia adorar viver na mesma rua que toda a família, continuar a NOSSA rua! 

 

Agora o que me resta? 

Resta-me esperar e ver quem são os novos proprietários e ter esperança que eles entretanto desistam da compra. Não lhes quero mal, mas queria a casa na família! 

 

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